CENA VINTE E DOIS: HOSPITAL
(é visível para ele. Mas não. Ele não quer ver.
Ele não quer estar aqui, mais uma vez ele luta contra a peça, ele revolta-se, ele resiste —) NATHAN:
 Não é suposto eu estar aqui… Eu não... 
Eu não preciso de estar aqui!
 A última vez que eu estive num hospital foi... Continua. (Ele realmente não quer estar aqui. 

Staccato, um comboio descontrolado, a resistir contra o que aí vem —) 
 Morte.
 Nascimento.

Não é aqui que é suposto eu estar. 

Luz forte

Cliques, bips.

Portas abrem, 

Portas fecham.

Não — eu não — tenho mais coisas para fazer — ainda não terminei.

Ruído constante.

Portas abrem

Portas fecham.
Eu não quero estar aqui.

Não é suposto eu estar aqui.

Porque é que estás a fazer isto, Lauren?!

(Completamente irado, agora, usa finalmente o nome da mulher.

Vira-se contra a dramaturga.)

Foda-se, a sério?

Porquê, porquê isto?

Uma peça?

Vá lá.

Isto é ridículo. A sério?

Isto é a tua cena, não a minha.

Eu não preciso que fales por mim, e muito menos que penses por mim.

Amo-te, mas não. Basta. Já chega.

Já chega disto.


(Ele começa a levantar-se, vai abandonar a peça, sair — 

Quando aquelas LUZES INTENSAS lampejam no seu rosto, parando-o. 

Ele está preso. Entra em pânico.) 

Não vais conseguir resolver isto, Lauren, não com um guião. Não é a tua escrita que me vai salvar. 

( A LUZ INTENSA volta a piscar. Ele para. Outra vez. Ele para.)


Ok.

( A LUZ INTENSA outra vez. Ele cede.)


Ok.

(Prepara-se para voltar a mergulhar n...)
Luz forte. 

Clique, bip

Portas abrem, Portas fecham.



Ok.



Ok.



(Agora está resignado.

Sem saída, só para a frente.)
CENA VINTE E DOIS: HOSPITAL